VIDEO do percurso
Percurso Homologado - Federação Campismo e Montanhismo de Portugal
Recomenda-se extrema atenção ao calor no Verão
PONTO GEOCACHING - INICIO/FIM PR3
GC1FHBX- Praia Fluvial de Carvoeiro
O Local
3000 - Praia Fluvial do Carvoeiro
Percurso
🌲 Rota do Carvoeiro — Natureza, autenticidade e tranquilidade em Mação
Inserida na freguesia que lhe dá nome, a Rota do Carvoeiro percorre o planalto norte do concelho de Mação, revelando paisagens serenas, património rural e a beleza inconfundível da sua praia fluvial. É um percurso perfeito para quem procura tranquilidade, introspeção e um encontro genuíno com a natureza. No final, a vontade será certamente… regressar.
O trajeto tem início na magnífica Praia Fluvial de Carvoeiro, a mais premiada do Médio Tejo, distinguida com Bandeira Azul, Bandeira Praia Acessível e Qualidade de Ouro atribuída pela Quercus. A partir deste cenário idílico, o trilho segue rumo às pitorescas aldeias de Capela e Balancho, onde hortas verdes e campos cultivados mantêm vivas tradições agrícolas que se estendem por todo o ano.
A meio do percurso, o visitante pode optar entre dois caminhos:
- Percurso curto, que segue, a partir da lagoa de Frei João, diretamente até à Vila do Carvoeiro.
- Percurso longo, que prolonga a experiência pelas zonas mais amplas do planalto, passando pelo GEOSSÍTIO das Fragas de Degolados e pela aldeia de Degolados.
Seguindo o percurso curto, depois de atingido o ponto mais ocidental da rota, o trilho conduz até Frei João, um lugar marcado por memórias, usos e tradições ligadas ao pinhal e à vida rural, antes do regresso ao Carvoeiro.
Optando pelo percurso longo, o esforço adicional é amplamente recompensado pela imponência das Fragas de Degolados, uma formação rochosa de grande impacto visual, que oferece uma vista magnífica sobre o Vale do Aziral — um dos panoramas mais impressionantes de toda a região.
Totalmente ciclável, esta é também uma rota muito apreciada pelos amantes de BTT.
Natureza pura, paisagem inspiradora e uma experiência autêntica: assim é a Rota do Carvoeiro.
Património Natural
A nível da flora autóctone, na rota do Carvoeiro pode encontrar uma rara floresta de azereiros, uma árvore que remonta ao tempo das florestas laurissilva na Europa e também espécies como salgueiros, murta, urze roxa, urze lusitana, amieiro, folhado e sobreiro, entre outras. Já nas margens das ribeiras, e há vários cursos de água nesta zona do concelho, pode encontrar-se o feto-real que, quando em condições propícias, pode medir até 3m de altura.
Quanto a fauna, é vulgar encontrar nestas ribeiras serranas a famosa rã-ibérica, uma espécie endémica do noroeste da Península Ibérica, ilustre habitante de nascentes e rios, sobretudo os de águas límpidas, frias e rápidas.
Já no ar pode encontrar as 3 espécies de pica-pau existente em Portugal: o peto-verde, o pica-pau-malhado-pequeno e o pica-pau-malhado-grande. O caminhante pode também ser aqui surpreendido pela rara cegonha-preta ou por espécies mais comuns como a toutinegra-de-cabeça-preta. Com sorte, pode ainda avistar animais como a corça, o esquilo ou, no topo de uma qualquer rocha, o solitário melro-azul.
Destaque, por fim, para a existência de uma geologia diversa com a presença das Dobras do Aziral e das estruturas sedimentares em bola de Balancho. Estas estruturas têm sido relacionadas com o movimento de glaciares quando esta região se situava junto ao pólo sul. Segundo os especialistas, também as Fragas dos Degolados se terão formado quando toda esta região pertencia ainda ao hemisfério sul.
Património Cultural
Salientam-se aqui as construções de arquitectura tradicional nas aldeias que integram a rota e as ruínas do pequeno povoado da Laje. Construída sobre uma enorme lage, a aldeia chegou a ter vários moradores, que há muito abandonaram o campo e as casas. Aquando da observação atenta das paredes e muros das casas nota-se que a maioria dos blocos são característicos da unidade geológica que lhes serve de suporte à construção. A memória popular conta que em tempos a propriedade pertencia a uma única família, entretanto desavinda por questões de heranças após a morte do patriarca. Dizem os locais que a solução passou pela divisão da propriedade, razão pela qual ainda hoje se podem observar duas casas em ruínas de maiores dimensões.
À volta, dependendo da estação do ano, podem ver-se campos cultivados com milho verde, que os locais aproveitam para pasto, a grande fonte de alimentação do gado durante os meses mais frios. O regadio é feito com água proveniente de uma grande lagoa que existe por perto. Quem se aventurar pelo interior das ruínas descobrirá, além de fornos, várias estruturas de apoio à agricultura, provavelmente a principal fonte de rendimento desta família, como tanques e eiras.